Mudanças Climáticas

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Muito tem sido falado sobre as mudanças climáticas, o efeito estufa e o aquecimento global. Embora interligados, esses três eventos não são sinônimos. As mudanças climáticas são alterações no clima geral da Terra ao longo dos anos, e são verificadas por meio de registros científicos de temperaturas, índices de chuvas, temperatura dos oceanos, entre outros critérios. Os estudiosos do clima vêm notando que, nas últimas décadas, especialmente após a Revolução Industrial, no século XIX, as temperaturas médias globais estão aumentando de forma significativa, e eventos climáticos extremos (secas, furacões e tempestades) têm se tornado cada vez mais frequentes.

Isso reforça a percepção de que a ação humana vem interferindo diretamente sobre o clima. O efeito estufa é um fenômeno natural e ocorre quando uma parte da radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra é absorvida por gases presentes na atmosfera. A consequência é que o calor fica retido e não é liberado para o espaço. O processo é de vital importância para assegurar a vida na Terra, pois mantém o planeta aquecido. Entretanto, as principais atividades econômicas, como o transporte, a agricultura e a indústria, são realizadas com o uso de combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás), que emitem gás carbônico (CO2) e outros gases que intensificam o efeito estufa – desencadeando o aquecimento global.

O tema é objeto de muitos estudos na comunidade científica. Parte dela atribui o aquecimento global aos ciclos naturais da Terra. Mas um número ainda maior de especialistas, a maioria reunida no painel de cientistas do clima da ONU (Organização das Nações Unidas), afirma que a as atividades humanas, especialmente a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento, estão na raiz da questão.

Embora sem o consenso de todos os cientistas, algumas consequências do aquecimento global já se mostram bastante visíveis. Uma delas é o degelo das áreas polares. No oceano Ártico, por exemplo, a camada de gelo tornou-se 40% mais fina e sua área sofreu redução de 15% nos últimos anos. As geleiras dos Alpes, na Europa, já recuaram cerca de 40%. Com isso, outro efeito é o aumento do nível dos oceanos – o que pode comprometer futuramente as cidades litorâneas. Outra consequência da elevação das temperaturas é o aumento das áreas semiáridas e desérticas, além da maior ocorrência de eventos climáticos extremos, resultados da maior evaporação da água dos oceanos e das ondas de calor.

Tudo isso tem levado à criação de um movimento forte de cidadania e responsabilidade socioambiental, que está incentivando consumidores e empresas a gerarem menos poluição e utilizarem energias limpas. Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir o aquecimento global e suas consequências ao planeta.