Você sabia que a natureza nos oferece serviços gratuitamente?


Tanto faz se você mora em área urbana ou rural. Certamente você precisa dos serviços ambientais para sobreviver. Depende da água, de matéria prima, do ciclo das chuvas, da polinização, de um solo saudável e do clima. Esses são alguns dos “serviços ambientais” ou “serviços ecossistêmicos”, providos pela natureza gratuitamente.

Ecossistemas conservados e bem manejados, como florestas, mangues e ambientes marinhos garantem a provisão desses serviços. Segundo a Avaliação Ecossistêmica do Milênio – AES, uma das maiores análises da saúde dos ecossistemas, há diferentes tipos de serviços ambientais:

  • Serviços de provisão – Produtos obtidos dos ecossistemas: alimentos, água doce, madeira, fibras, substâncias medicinais, recursos genéticos, energia elétrica e outros.
  • Serviços reguladores – Benefícios obtidos da regulação de processos ecossistêmicos: controle do clima, absorção de gás carbônico, polinização, controle de doenças, pragas e outros.
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  • Serviços culturais – Benefícios intangíveis obtidos dos ecossistemas: religiosos, culturais, sociais, turísticos, paisagístico, espirituais e outros.
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  • Serviços de suporte – Necessários para a produção de todos os outros serviços ecossistêmicos: ciclo de nutrientes, formação do solo, fotossíntese e outros.

 

 

 

O consumo irresponsável, a poluição dos mananciais, o aumento das populações urbanas, a má gestão dos recursos naturais e o desmatamento das florestas, são os principais fatores que comprometem a provisão e a qualidade dos serviços prestados pela natureza. Eles não possuem valor mensurável em unidades monetárias, mas são extremamente valiosos, inclusive para a manutenção da economia.

Crise hídrica em São Paulo

Desconsiderando as questões políticas e gerenciais, a crise hídrica vivida na Região Metropolitana de São Paulo é um exemplo claro da nossa dependência dos serviços ecossistêmicos.

Para abastecer os 20 milhões de habitantes da Grande São Paulo são necessários 5,7 bilhões de litros diários retirados de oito sistemas produtores de água, entre eles a Guarapiranga, Billings e as represas do Sistema Cantareira. Acontece que essas áreas sofrem diferentes processos de degradação que resultam na perda de condições ambientais favoráveis para produção de água em quantidade e qualidade.

Se o terreno está degradado e sem floresta, acontecem os processos de erosão e assoreamento do solo. Pouco a pouco, a água das chuvas arrasta as camadas superiores do solo nas encostas levando sedimentos e nutrientes para o interior de rios, córregos e reservatórios. São as conhecidas enxurradas. Essa terra depositada diminui a capacidade de armazenamento de água pelos rios e represas. Além do assoreamento, o solo quando está descoberto não consegue absorver a água da chuva nos lençóis freáticos, tão importante para alimentar as nossas nascentes.

 

Incentivos para a conservação dos serviços ecossistêmicos

Diante das questões que envolvem a conservação dos recursos naturais, alguns municípios do Brasil vêm utilizando um instrumento econômico de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), a fim de incentivar pequenos produtores rurais a protegerem as florestas presentes em suas terras.  O mecanismo de PSA reconhece o valor econômico da conservação dos ecossistemas e os usos sustentáveis dos recursos naturais, além de promover um incentivo econômico aos “guardiãos” dos serviços ecossistêmicos.

Uma das primeiras experiências de pagamentos por serviços ambientais no Brasil está no município mineiro de Extrema com o projeto “Conservador das Águas” cujo objetivo é manter a qualidade dos mananciais do local e promover a adequação ambiental das propriedades rurais, priorizando uma ação mais preventiva do que corretiva. Conheça mais em: extrema.mg.gov.br/conservadordasaguas/.

No campo ou na cidade, a responsabilidade é de todos!

Adotando atitudes simples em seu dia a dia é possível contribuir para que não falte um dos serviços ambientais em sua casa, a água.

  • Feche a torneira enquanto escova os dentes. Você economiza 3 litros!
  • Ao se barbear economize até 10 litros de água mantendo a torneira fechada.
  • O chuveiro ligado por 15 minutos consome 135 litros de água. Se fechar o registro ao se ensaboar e reduzir o tempo para 5 minutos, o consumo cai para 45 litros.
  • Colocando um balde ou bacia abaixo do chuveiro, você armazena e reaproveita a água do banho para outra atividade da casa, com lavar o quintal.
  • Ao lavar a louça, ensaboe tudo de uma vez e depois enxágue.
  • Na lavanderia, que tal deixar a peças com sujeiras mais pesadas de molho? Assim facilita a lavagem.
  • Otimize a utilização da máquina de lavar, acumule a roupa e lave-as de uma única vez.
  • Use a água do enxágue da máquina de lavar para a primeira lavagem da próxima roupa ou para lavar o quintal.
  • Carro sujo é sinônimo de consciência ambiental.
  • Use balde/regador e não mangueira para regar as plantas.
  • Para limpar a calçada, opte por vassoura e não mangueira.

 

 

 

Fontes: Ministério do Meio Ambiente; Instituto Socioambiental – ISA; Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo; Projeto Conservador das Águas e IPÊ-Instituto de Pesquisas Ecológicas.


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