É possível ser sustentável nas cidades?


A resposta é sim, é possível! Diante do ritmo frenético do consumo e exploração dos recursos naturais, a boa notícia é que podemos – com atitudes simples – nos tornar cidadãos responsáveis e sustentáveis em nosso dia-a-dia.

 

“Tornar-se sustentável” é muito mais que um estilo de vida. Está relacionado a uma simples reflexão: você já parou pra pensar em como suas atitudes influenciam o mundo? E como o mundo influencia sua vida?

 

Separamos 11 dicas simples para te ajudar a ser mais sustentável em suas atitudes e decisões, e assim, contribuir para a diminuição de sua pegada ecológica (já tratamos desse assunto em outro texto).

Pequenas mudanças, grandes contribuições para o meio ambiente

1-      Utilizar a água de forma responsável – Otimize os momentos de uso da água. Por exemplo, para lavar a louça, ensaboe tudo antes de enxaguar; feche  a torneira enquanto escova os dentes; no banho, feche o registro enquanto se ensaboa – essa atitude pode economizar até 90 litros de água; opte pela lavadora de louças apenas quando estiver com a sua capacidade total – cada vez que a utiliza 135 litros de água são consumidos; use a água do enxágue da máquina de lavar para a primeira lavagem da próxima roupa ou para lavar o quintal; evite lavar o carro em períodos secos e fique atento aos possíveis vazamentos e sua casa.

 

2-      Reaproveitar alimentos – Cascas, talos, folhas e bagaços de frutas e legumes podem se transformar em deliciosas tortas, sobremesas e sucos nutritivos. Desperdício de alimentos é também desperdício de recursos naturais. Para se ter uma ideia, 240  litros de água são usados para a produção de um pé de alface.

 

3-      Despensa da cozinha – Organize ao máximo seus mantimentos, de forma que consiga enxergar todos os produtos e mais, os vencimentos deles. Assim, você evita de perder alimentos ou comprar sem necessidade.

 

4-       Consumir – Você precisa ou quer um determinado produto? Essa simples reflexão pode ajudar no momento de decisão para adquirir algo novo.  Avalie se é possível ainda utilizar um produto antigo, evite excessos!

 

5-      Reciclar – Crie o hábito de separar seus resíduos recicláveis (vidros, plásticos, papel e metal) e destine para locais adequados à reciclagem.  Isso poupa muitos recursos naturais.

 

6-      Reduzir o uso de sacolas plásticas – Prefira as caixas de papelão e sacolas de tecido. Opte por produtos com menos embalagens ou àquelas com embalagens recicladas.

 

7-      Aparelhos que consomem menos energia – Atualmente os aparelhos têm as informações de consumo de energia. É melhor para o meio ambiente e para o bolso.

 

8-       Empresas responsáveis – Valorize fornecedores que possuam certificações ambientais e sociais, que pratiquem em sua cadeia produtiva a reciclagem e reaproveitamento de recursos naturais.

 

9-      Transporte consciente – Se você mora perto do seu trabalho ou a distância é pouca, opte por uma caminhada ou pela bicicleta. Além de exercitar o corpo você contribui com a diminuição de gases poluentes.

 

10-   Atitudes no trabalho – É simples levar ações mais responsáveis para o local de trabalho. Experimente reaproveitar garrafas pets para armazenar materiais que ainda não foram usados; separe o seu lixo e estimule que seus colegas façam o mesmo e otimize o uso do papel, reaproveitando como rascunho, por exemplo.

 

11-   Dispositivo para redução de água – O mercado de ferramentas também nos oferece algumas opções para diminuirmos o consumo de água, são utensílios como torneiras de fechamento automático, redutores de água para pias, válvulas de descarga com menor vazão e outros.

 

Você sabia que existe um movimento para tornar cidades sustentáveis?

Pois é, as cidades sustentáveis são aquelas que adotam uma série de práticas eficientes que envolvem a melhoria de vida de seus habitantes, preservação do meio ambiente e desenvolvimento econômico. Temos bons exemplos no Brasil e no mundo que adotam práticas mais responsáveis. As principais delas são:

  • Planejamento na diminuição de emissão de gases do efeito estufa;
  • Preocupação com a qualidade nos serviços de transportes públicos e que esses utilizem fontes de energia limpa;
  • Medidas de conservação dos recursos naturais;
  • Criação de sistemas eficientes de reciclagem de resíduos;
  • Favorecimento de uma economia local sustentável;
  • Estímulo à adoção de práticas de consumo consciente;
  • Investimento em educação de qualidade, saúde e práticas com foco na melhoria da qualidade de vida;
  • Criação de espaços verdes (praças, parques);

Bons exemplos!

Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), entre 2007 e 2050, o número de pessoas nas cidades do mundo terá um aumento de 3,1 bilhões de pessoas. A consequência disso é a pressão sobre a infraestrutura, os recursos naturais, o clima e outros aspectos fundamentais para a qualidade de vida nas áreas urbanas.

Diante desse cenário, é cada vez mais urgente a transição para um modelo de desenvolvimento mais responsável, que integre as dimensões ambiental, social e econômica. A boa notícia é que temos bons exemplos no País e no mundo com iniciativas de desenvolvimento sustentável:

  • São Paulo (SP) – é a primeira cidade do Brasil a aprovar uma emenda à Lei Orgânica do Município que compromete os prefeitos a apresentarem um programa de metas para sua gestão;
  • Extrema (MG) –  tem iniciativas e mecanismos de conservação de água junto a produtores rurais;
  • Londrina (PR) – possui eficiente programa de coleta seletiva do lixo;
  • Curitiba (PR) – possui planejamento urbano voltado para a sustentabilidade;
  • Barcelona (Espanha) – possui diversas iniciativas de energia solar;
  • Copenhague (Dinamarca) e Amsterdã (Holanda) – têm experiências na infraestrutura para o uso de bicicletas e mobilidade urbana;
  • Viena (Áustria) – prefeitura opta por adquirir produtos ecológicos.
  • Butão (Sul da Ásia) – será o primeiro país do mundo a permitir somente agricultura orgânica. A decisão passará a valer a partir de 2020.

Boas iniciativas mostram que pequenas mudanças locais contribuem diretamente em uma mudança de larga escala. Pense nisso e comece agora a sua contribuição!

 

 

Fontes: Instituto Filantropia, Programa Cidades Sustentáveis, IBGE, Comissão para o Desenvolvimento Sustentável – CDS  e Water Footprint


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