Biodegradável e não-biodegradável


Aqui neste espaço já falamos sobre os prejuízos do consumismo para o nosso mundo e o desafio de lidar com os resíduos gerados pelas nossas atividades. Mas não custa lembrar que  o descarte inadequado de resíduos podem esgotar os aterros sanitários, assim como comprometer os nossos recursos naturais. Sabemos também que restos de alimentos e outros rejeitos orgânicos dispensados na lixeira convencional podem contaminar o solo e consequentemente a água nos lençóis freáticos.

Para avançar um pouco sobre esse assunto,  vamos esclarecer dúvidas sobre um termo muito encontrado nos rótulos de produtos que costumamos comprar:  Biodegradável. Você sabe a diferença entre  um produto biodegradável e um não-biodegradável?

De uma forma simples, aquilo que é biodegradável decompõe-se naturalmente. Quando algo é biodegradável, significa que ele é derivado de matérias-primas biológicas. Assim, quando são descartados em locais adequados, com apoio de microorganismos, eles se decompõem na natureza, sem prejudicá-la. Cascas de frutas, de ovos, restos de vegetais, talos de verduras, frutas estragadas, papel, borra de café são exemplos desses resíduos, que são mais facilmente absorvidos pela terra, minimizando os impactos ambientais.

Já os produtos não-biodegradáveis são feitos de materiais sintéticos. São os plásticos, vidros, eletrônicos, metais, pilhas e outros. Eles não se decompõem naturalmente e, se descartados como resíduo comum, são acumulados em aterros sanitários ou pior, podem  parar no oceano, por exemplo, colocando a vida de muitos animais aquáticos em risco por confundirem esses materiais com alimento.

A maioria dos resíduos não-biodegradáveis demora muito tempo para dissolver na natureza. Conheça o período de decomposição de alguns materiais:

Lata de alumínio 200 anos
Garrafa plástica 450 anos
Copo plástico 50 anos
Vidro 1.000 anos
Metal Mais de 100 anos
Borracha Indeterminado

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Não biodegradáveis nocivos à saúde

Produtos como pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes quando não adequadamente manejados contaminam o solo, a água e colocam em risco a saúde humana por possuírem altos índices de metais pesados como chumbo, mercúrio e cádmio:

Metal pesado Onde é encontrado? Efeitos
                                             Mercúrio Pilhas, baterias, tintas, termômetros, lâmpadas fluorescentes e outros. Problemas renais, cegueira, surdez, lesões neurológicas, alterações no metabolismo e morte.
Cádmio Baterias, pilhas, plásticos e outros. Dores reumáticas, osteoporose e disfunção renal.
Chumbo Tintas, impermeabilizantes, cerâmica, vidro, inseticidas, baterias e outros. Perda de memória, dor de cabeça, anemia e paralisia.

Fonte: Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT e Compromisso Empresarial para a Reciclagem – Cempre, 1996.

Mas e as sacolinhas plásticas biodegradáveis?

Novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas para transformar materiais originalmente não- biodegradáveis em biodegradáveis. É o caso do plástico, como falamos em um de nossos posts anteriores. Algumas alternativas como plástico feito de mandioca ou de cana-de-açúcar, são exemplos.

Outro exemplo que muito se discute hoje são as sacolinhas plásticas biodegradáveis ou oxi-biodegradáveis. Feitas com materiais naturais, como o milho, e alguns aditivos que permitem aumentar a velocidade de sua decomposição na terra, esse tipo de sacolinha surge como uma alternativa mais “verde”. Porém, o que temos que lembrar, é que muitas vezes essas sacolas vão parar em rios, mares, esgotos, e nos aterros sanitários já saturados. Ali, as sacolinhas são depositadas umas sobre as outras, sem contato com a terra, o que permitiria a sua decomposição mais eficiente. Isso quer dizer: lixo sobre lixo, que vai demorar anos e anos para se decompor.

O que podemos fazer para diminuir esse impacto na natureza?

A boa notícia é que nós, enquanto consumidores, temos papel fundamental nas questões dos resíduos. Podemos começar lendo os rótulos dos produtos que iremos comprar e optar por itens que estejam de acordo com o “bem-estar do planeta”. Além disso, e mais importante, é que podemos continuar reduzindo o consumo de materiais que não se decompõem na natureza. Temos, por exemplo, oportunidade de substituir uma sacola plástica por uma mais durável e que pode ser utilizada centenas de vezes. Podemos reduzir a compra de produtos com embalagens que não podem ser recicladas e também continuar reciclando o que é possível!

Fontes: Ministério do Meio Ambiente, IBGE, Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT e Compromisso Empresarial para a Reciclagem – Cempre, 1996.

 


Biodegradável e não-biodegradável

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>