Falando sobre Sustentabilidade


A palavra “sustentabilidade” já é bastante familiar no vocabulário de grande parte das pessoas. Certamente, você já deve ter escutado sobre aquela “empresa sustentável”, que fabrica um “produto sustentável”, ou ainda sobre as conferências internacionais que discutem a “sustentabilidade no Planeta”. O termo já foi considerado uma “palavra da moda” há alguns anos, por ter se espalhado na mídia via projetos socioambientais, campanhas de marketing ou discursos políticos, mas hoje alcançou patamares de grande relevância.

E o que é sustentabilidade?

De uma maneira simplificada, ser sustentável ou promover a sustentabilidade é fazer uso dos recursos da Terra (água, energia, florestas, solos, biodiversidade, etc) para suprir as necessidades humanas atuais, tendo a responsabilidade de conservá-los para que eles estejam disponíveis também às futuras gerações.

Para se ter uma ideia do quanto isso é necessário, estima-se que 85% da população mundial viva em países que utilizam mais recursos da natureza do que a capacidade que ela tem de se renovar. Ou seja, consumimos tanto e de forma tão acelerada e inconsciente, que precisaríamos de um planeta e meio para produzir os recursos ecológicos necessários para suportar esse impacto! Isso causa graves problemas socioambientais como a escassez de água, desertificação, aquecimento global, extinção de espécies, entre outros, tornando a vida no planeta insustentável.

A “sustentabilidade” tem uma relação direta com o termo “desenvolvimento sustentável”, que defende a importância de que as nações do mundo cresçam e se desenvolvam “satisfazendo as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

 

A expressão “desenvolvimento sustentável” teve origem em 1987, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente na Suécia e, desde então, foi amplamente difundida no mundo, inclusive por conferências internacionais seguintes como a Eco-92, encontro ambiental ocorrido no Rio de Janeiro, em 1992*.

 

Tem limite!
O desenvolvimento sustentável parte do princípio que os recursos da Terra não são infinitos e de que é necessária uma outra visão e comportamento da sociedade para lidar com eles, por meio de um consumo mais consciente e redução de desperdício, caso quisermos continuar a usufruir da natureza e todos os seus benefícios.
O desafio é grande, já que o padrão econômico atual é baseado no consumo crescente que tem levado ao esgotamento desses recursos naturais. Mas hoje, já é possível notar uma maior preocupação da sociedade, de empresas, de governos e instituições em desenvolverem suas atividades de forma mais sustentável. Isso acontece seja por conta de leis mais direcionadas à conservação ambiental, da importância que o tema tem para os negócios e a economia, ou ainda em razão da conscientização de que a escassez de recursos naturais já é uma realidade e compromete a qualidade de vida e o futuro do ser humano no planeta.

 

Sustentabilidade é negócio

A sustentabilidade chegou para ficar, em especial quando se trata de empresas e indústrias, setores que causam profundos impactos ambientais e que sofrem cada vez mais pressão por uma produção ambiental e socialmente responsável.

 

Para produzir de forma sustentável, as empresas devem seguir padrões ecologicamente corretos, economicamente viáveis, socialmente justos e culturalmente aceitos. Isso quer dizer: consumir recursos naturais de forma compatível com a capacidade de renovação do planeta; ter uma produção ambientalmente responsável; respeitar seus trabalhadores, consumidores e tudo aquilo que envolve a sua cadeia produtiva.
Cada vez mais empresas no mundo apostam no desenvolvimento sustentável como estratégia de crescimento. Alguns estudos mostram, inclusive, o quanto isso pode ser vantajoso. O último relatório do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) sobre o tema afirma que empresas em transição para a chamada “economia verde” já estão colhendo frutos no valor de centenas de milhões de dólares em economia e alto retorno sobre o investimento, ao mesmo tempo em que beneficiam consumidores, comunidades e meio ambiente.
Segundo o relatório, o investimento anual para adaptações à economia verde varia de US$ 1 trilhão a US$ 2,5 trilhões em todo o mundo, para adoção de práticas mais sustentáveis como a reutilização de água e programas de eficiência energética. O retorno desse investimento, acredita-se, poderá ser visto em médio prazo.

 

Essa transição para a economia verde também gera benefícios ao mercado de trabalho. Segundo a Organização Internacional para o Trabalho (OIT), o emprego em bens e serviços ambientais nos Estados Unidos, por exemplo, foi de 3,1 milhões em 2010. No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram abertos em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais, no mesmo período.
Muito mais do que uma “palavra da moda”, portanto, a sustentabilidade já traz impactos positivos para a economia no mundo, é um diferencial para as empresas e é capaz de gerar benefícios socioambientais consistentes em longo prazo para todos. Além disso, tem o poder de aumentar a competitividade e o fortalecer o valor das marcas junto ao consumidor, que está cada vez mais exigente e consciente sobre o modo como são fabricados os produtos que consome.

 

E você, está atento sobre como pode contribuir para um mundo mais sustentável? Acompanhe nossos posts e descubra mais dicas e informações!

 

Fontes: Global Footprint Network (http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/);
Pacto Global ONU (https://www.unglobalcompact.org/AboutTheGC/guide_to_corporate_sustainability.html);
Relatório PNUMA “O argumento comercial para a economia verde: retorno sustentável do investimento”, 2012.

*A Eco-92 gerou alguns importantes documentos com o objetivo de implementar as diretrizes do desenvolvimento sustentável como a Declaração sobre Manejo de Florestas e a Carta da Terra. Determinou ainda duas convenções: de Diversidade Biológica e de Mudanças Climáticas. Também foi oficializou a “Agenda 21”, um plano de ação para redirecionar as economias e conservar o meio ambiente no século XXI.  Desde então, encontros mundiais têm sido realizados com vistas a discutir como as nações têm lidado com essas questões.


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