Um pacto pelo salmão sustentável


Será que o peixe que chega à nossa mesa em casa e nos restaurantes é sustentável? No caso do salmão, os criadores querem mostrar que sim. Os 15 maiores produtores de salmão do mundo assinaram um pacto se comprometendo a adotar o selo de criação e pesca sustentável, numa iniciativa chamada Global Salmon Initiative.

A criação de salmão tem sido apontada como a causadora de vários impactos ambientais, como a poluição dos mares com resíduos químicos e antibióticos, afetando a biodiversidade marinha e os ecossistemas. Além disso, o uso de rações com corantes (para dar a coloração rosácea do salmão selvagem, que o peixe de cativeiro não possui) e os antibióticos administrados para controle das doenças também respondem por significativos impactos ambientais.

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Hoje mais de 60% do salmão consumido no mundo vem das fazendas de criação, que estão concentradas no Chile (que abastece praticamente todo o mercado brasileiro), Canadá, Noruega e Escócia. Juntas, essas fazendas produziram um total de 1,6 milhão de toneladas de salmão – enquanto a pesca do salmão selvagem é responsável por colocar no mercado metade disso, em torno de 830 mil toneladas. Só o Japão, famoso por ter uma dieta rica em pescados graças aos sushis e sashimis, responde por 12% do consumo do salmão no mundo. Além disso, outro impacto do consumo global de salmão é causado pela pegada de carbono do peixe: como são poucos os países produtores, o produto viaja longas distâncias para chegar ao consumidor final.

Agora, os produtores que se alinharam no pacto prometem monitorar os impactos ambientais da produção do peixe, controlar os fornecedores de ração e afirmam que em breve o consumidor poderá escolher o melhor pescado com a ajuda de um selo, o AquacultureStewardshipCouncil (algo como “Conselho de Manejo da Aquicultura”). Enquanto a certificação não vem, as alternativas para o consumidor são acompanhar o projeto pelo site da iniciativa e consumir peixes locais, cuja pegada de carbono é reduzida.


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