Caiu na rede, pode estar ameaçado de extinção


Fonte saudável de proteínas, o consumo de peixes e crustáceos tem sido amplamente recomendado por médicos e nutricionistas quando se fala em alimentação saudável. Mas o que pouca gente sabe é que a maior parte dos peixes e crustáceos que consumimos em nossa alimentação está em risco de extinção: é o caso da sardinha, do cação (tubarão) e da lagosta, entre outras espécies.

A pesca predatória, quando se captam mais animais do que a capacidade dos ecossistemas de repor esses indivíduos, é a principal razão para a diminuição da biodiversidade nos rios e mares. O governo federal estima que 80% dos recursos pesqueiros no Brasil estão ameaçados pela pesca excessiva. Já um levantamento realizado em junho deste ano pela ONG SOS Mata Atlântica mostrou que, em 35 estabelecimentos que vendem pescado na cidade de São Paulo, todos vendiam peixes no período de defeso (reprodução) das espécies. Isso contraria a regra do Ibama de não capturá-los durante essa fase.

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Mas como fazer a melhor opção? A melhor arma do consumidor continua sendo a boa e velha informação. Já existem publicações que mostram quais espécies estão mais vulneráveis à extinção. Um exemplo é a cartilha desenvolvida pelos pesquisadores da Unimonte, de Santos: o Guia de Consumo Responsável de Pescados: http://www.unimonte.br/sustentabilidade/guia-de-consumo-responsavel-de-pescados-16.

De forma didática, a publicação traz quatro categorias: Bom Apetite (espécies que podem ser consumidas, pois são abundantes ou são cultivadas em cativeiro); Coma com moderação (espécies que já entram no sinal amarelo, com indícios de declínio das populações); Evite (espécies próximas à extinção) e Não, Obrigado! – aquelas que já estão proibidas para consumo, em razão de sua acelerada escassez.

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Entre as espécies que podem ser consumidas com sinal verde, estão as lulas, o dourado, peixe espada, manjuba, salmonete, entre outras. Na categoria com sinal amarelo, figuram a anchova, os bagres, os camarões rosa e branco, robalo, merluza e tainha. No sinal vermelho, que faz referência as espécies já em risco de extinção, estão o badejo, cação, lagosta e lagostim. Peixe-serra, mero e badejo-tigre são exemplos de espécies que já não podem ser consumidas.

Outra dica para o consumidor é variar o cardápio. “Em vez de consumir sempre o mesmo peixe, é aconselhável diversificar o menu, dar chance para que novas espécies façam parte do seu prato. E claro, consultar as listas de espécies ameaçadas de extinção”, sugere a bióloga Leandra Gonçalves, especialista em conservação marinha e consultora da ONG SOS Mata Atlântica.


Caiu na rede, pode estar ameaçado de extinção

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